Governador eleito Zema e vice, Paulo Brant, se reúnem com Humberto Souto

O governador eleito Romeu Zema, do Novo, pediu um tempo ao prefeito Humberto Souto e aos prefeitos das 14 maiores cidades mineiras, pois ainda não tem condições de informar se regularizará em janeiro o repasse dos recursos que estão sendo apropriados pelo Estado. Ele acusou o governador Fernando Pimentel de não repassar as informações reais sobre a situação de Minas Gerais. Porém, antecipou que terá de demitir 50 mil servidores e promover uma reforma previdenciária, sob risco do Estado em quatro anos ter 100% da sua receita para pagar somente os servidores. Souto teve reunião separada com o vice-governador eleito, Paulo Brant.

O resultado direto da reunião é que o prefeito Humberto Souto decidiu pagar o salário de novembro dos professores da rede municipal, mas antecipou que não pagará dezembro e nem o 13º salário, enquanto não receber do Estado.

Ainda ontem, o Prefeito recebeu a comitiva dos professores. A reunião ocorreu na Cidade Administrativa e demorou três horas. Zema marcou nova reunião para o final de janeiro para apresentar um quadro mais real. Ele tinha se reunido mais cedo com os prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na reunião, o prefeito Humberto Souto foi escolhido para expor a situação dos municípios, quando esse reforçou que está havendo apropriação indébita dos recursos municipais. Ele pediu que o Estado apenas cumprisse a lei. Zema explicou que entende o Governo como um todo, formado pela União, Estado e Municípios e, por isso, parar de reter os recursos das Prefeituras, como Pimentel fez até agora. Sendo assim, se faltar recursos para repassar às Prefeituras para cobrir a folha de pagamento das professoras da rede municipal, o mesmo acontecerá com os professores estaduais.