Leninha Souza cobra ação mais efetiva para o enfrentamento ao Covid-19

a deputada Leninha Souza

A deputada Leninha Souza cobrou uma ação mais efetiva da Prefeitura de Montes Claros para o enfrentamento ao Covid 19. Ela afirma que pelo visto, o novo coronavírus ouviu e seguiu as orientações do governador Romeu Zema, pois o vírus viajou, chegou ao interior e às cidades que não têm uma estrutura adequada para lidar com uma situação sem precedente como a pandemia do Covid-19. A situação em toda Minas Gerais é gravíssima, na visão da deputada, pois os maiores hospitais da capital estão com ocupação de 100% dos leitos de UTI e a situação no interior não é diferente. Montes Claros, a maior e mais importante cidade do Norte de Minas, tem 95% dos leitos de UTI ocupados e os hospitais prestadores de serviço na cidade, com o apoio do Ministério Público, estão autorizados a só atender os casos de emergência.

A deputada afirma que faltam medicamentos indispensáveis para os procedimentos de intubação dos pacientes graves de Covid-19 e de outras patologias. Os insumos hospitalares que antes eram adquiridos no valor unitário de R$ 4,00, com a pandemia, passaram a custar R$ 26,50 e ainda assim, as indústrias farmacêuticas encontram dificuldades em ofertar. Faltam leitos, medicamentos, profissionais preparados para lidar com os pacientes graves e faltam respiradores. A deputada Leninha Souza, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, tem acompanhado de perto toda a movimentação dos hospitais conveniados e a tentativa de diálogo com a Prefeitura.

“Há mais de uma semana o Centro Integrado de Enfrentamento à Covid-19, criado pela Prefeitura, vem sendo alertado pelos hospitais sobre a gravidade da situação, que desencadeou no comunicado público, com a anuência do Ministério Público. A falta de diálogo com os prestadores do serviço, a falta de entendimento sobre a gravidade do quadro e para piorar, o Programa de Flexibilização do município, em sua 4ª fase, permitiu a abertura do comércio, bares, restaurantes, enfim, a cidade e região sem as barreiras do distanciamento social, fizeram os casos saltarem de 142 em 12 de junho para 273 casos confirmados da doença em 1º de julho, um crescimento de mais de 100% em 14 dias. Esse contexto é, em última instância, uma grande irresponsabilidade”, comenta.

Ela lembra que desde o início da pandemia tem sugerido à Prefeitura a implantação dos hospitais de campanha. Até o momento, apenas a Unidade de Pronto Atendimento do Chiquinho Guimarães foi entregue à população. O problema é que, agora, os grandes hospitais da cidade estão em apuros, pedindo socorro à Prefeitura. “Há um descompasso nas ações do município. Outro ponto que nos chama a atenção é porque o município não aplicou os mais de R$16 milhões do Ministério da Saúde nos hospitais que têm a estrutura pronta para a alta complexidade? O município usou os recursos federais para finalizar a UPA do Chiquinho Guimarães e readequar o Alpheu de Quadros, quanto do tesouro municipal está sendo aplicado no enfrentamento ao Covid-19? Penso que a Câmara Municipal tem o dever de acompanhar a aplicação desses recursos, e na medida das necessidades, realocar os recursos para as áreas mais sensíveis, como por exemplo, o socorro aos hospitais”, destaca a parlamentar.

Leninha cita que é nesse cenário que Montes Claros comemora seus 163 anos. “O três de julho de 2020 entrará para a história de nossa cidade, sem dúvida. Precisamos ter clareza de que o pós-pandemia será o grande desafio para a cidade, para a nossa gente. Trabalho e renda estão entre as principais preocupações da população, seja em âmbito nacional, estadual e local. Precisamos ser criativos e abertos ao diálogo. Precisamos reconhecer que a obra mais importante a se fazer neste momento é cuidar de nossa gente. Salvamos as pessoas em primeiro lugar, depois as economias”, salientou Leninha Souza.