Maioria dos jovens entre 16 e 17 anos optam por não votar

O Brasil tem cerca de 3,8 milhões de brasileiros menores de 18 e anos aptos a votar. Entretanto, quase a metade não se interessou em tirar o título de eleitor, segundo as exigências do Sistema Eleitoral. De acordo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 2 milhões fazem parte das estatísticas do eleitorado. A participação só não é obrigatória para cidadãos analfabetos; pessoas com idade entre 16 e 17 anos; ou com mais de 70 anos, que não precisam justificar a ausência nas eleições.

Nos últimos 10 anos, o grupo de jovens nessa faixa etária representava 2,1% do eleitorado. Que corresponde hoje, a cerca de 1,3% do total. Em 2018 no Brasil terão ao menos 147,2 milhões de pessoas aptas a votar.

Segundo o professor de ciência política Ricardo Caldas, “os jovens só conversam sobre seus assuntos afins. Dão mais atenção aos hobbies do que aos interesses coletivos e não têm convicções políticas”. Ricardo ressalta que devido às corrupções, crimes de colarinho branco e dentre outros, contribuem para a falta de empenho dos eleitores mais jovens. “Vimos o envolvimento das pessoas que elegemos em escândalos que nunca pensamos ter no país. Antigamente, falar de política era uma atividade nobre. Fazíamos isso em casa, tomando café com as visitas. Isso acabou”, completou o professor.

A estudante de 16 anos Sara Vitória Costa, informou que ainda não possui título de eleitor, por não ter interesse em votar. Segundo ela. “As pessoas vêm com promessas falsas, falando que vai mudar o Brasil e que vai torna um país melhor, o que nunca acontece. Para mim, a maioria dos políticos são mentirosos, pois fazem promessas que não cumprem após o seu mandato”, conclui Sara.

Lucas Rodrigues de 16 anos, também não possui título e nem tem interesse em votar, o motivo é que, “com tantos políticos corruptos existentes no país, fica difícil de acreditar em suas promessas. Mas ainda tenho esperança em um país melhor sem corrupção”, conclui Lucas.

Diego Sousa de 17 anos decidiu ir às urnas nas eleições 2018 pela primeira vez, e afirma que, “tenho esperança do país mudar com os governantes corretos, mas para isso é preciso à contribuição de todos para escolher os políticos certos”.