Parlamentar quer criação de linha de crédito para atingidos pela seca

O vereador Waldecy Contador (PMN) disse que a cada ano se preocupa mais com o destino do homem do campo no Norte de Minas, que tem vivido sem uma proteção maior dos governos e que falta um programa perene para o enfrentamento das secas. O parlamentar que faz parte da bancada ruralista disse que conhece bem de perto o sofrimento do homem da roça que atualmente está pagando para trabalhar e, nesse período de seca, pandemia, os prejuízos se avolumam e cria um desestimulo para que continuem vivendo no seu pedaço de terra.

“É bom lembrar que há uma década morava na roça cerca de 18% da população e por falta de incentivo, hoje não ultrapassa os 7% e a tendência é diminuir ainda mais. Falta incentivo como se vê hoje no nordeste do país onde eles também enfrentam a seca, a diferença é que lá eles têm atenção especial do governo federal e aqui não”.

O parlamentar disse ainda que o Plenário da Câmara Federal aprovasse uma Medida Provisória 565/12, que autoriza o Executivo a criar linhas de crédito especiais para os setores produtivos de municípios com reconhecida situação de calamidade pública ou estado de emergência.

Ainda segundo Contador, este texto prevê outros benefícios para os atingidos pela seca, como a renegociação de dívidas dos municípios com o INSS. Os financiamentos beneficiarão os setores rural, industrial, comercial e de serviços, mas as linhas de crédito serão temporárias com prazo proporcional à intensidade dos estragos.  Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir os encargos financeiros e prazos dos financiamentos, que contarão com recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).

O parlamentar lembrou que foi aprovada uma Emenda, que determina que os recursos do FNE sejam prioritariamente aplicados nessas linhas de crédito autorizadas pela MP. Waldecy concluiu dizendo que a mudança vai garantir que os agricultores atingidos pela seca tenham atendimento preferencial no longo prazo e não apenas pontualmente. “Eles serão sempre atendidos primeiro, porque foi mudada a lei. Não apenas pontualmente, como ocorre”.

 

 

 

Uma eleição totalmente indefinida. Que candidatos teremos. Que eleitor vai votar?

 

Enfim o Congresso começa a debater oficialmente a mudança do calendário eleitoral deste ano, promovendo um adiamento na votação. Um adiamento pequeno, suficiente para se driblar a pandemia do novo coronavírus. O ideal mesmo seria uma alteração profunda no calendário promovendo, como muitos defendem, a coincidência das votações, com o país passando a ter realmente uma eleição geral. Teríamos um enorme ganho político, evitando que o “paradeiro” a cada dois anos em função de uma disputa eleitoral.

Evitaríamos os altos gastos com a realização de duas eleições a cada quatro anos e o desgaste político de palanques, cada vez mais radicais. Bom, mas não foi o que acordaram – lideranças do Legislativo e do Judiciário – e o que deverá ser aprovado no Congresso. Teremos eleições este ano.

Em menos de cinco meses estaremos de volta às urnas para elegermos prefeitos e vereadores. Mas o que dirão em suas campanhas os candidatos nos 5570 municípios brasileiros? Prometerão um mundo novo, continuarão enganando os eleitores com promessas que sabem impossíveis de serem cumpridas? E que tipo de candidatos teremos nas próximas eleições? Quem se arriscará a vencer uma eleição sabendo, de antemão, que não terá como fazer o que o eleitor espera? E mais, que tipo de eleitor vai às urnas? Um eleitor consciente, que sabe das dificuldades ou um eleitor anestesiado, abobalhado mesmo, disposto a ser engando ou, pior ainda, disposto a negociar seu voto por vantagens pessoais?

Mas tem um outro tipo, o omisso, que diz preferir não votar, querer distância da política. É o falso politizado que acaba abrindo espaço para os espertalhões, pois, em politica, não existe espaço vago. A omissão dos bons gera a cadeira vazia ocupada pelos aproveitadores. Mas, para não sermos acusados de negativistas, ressalto que esta pode ser uma grande oportunidade para o surgimento de novas lideranças. De um novo tipo de político, capaz der dizer a verdade ao eleitor. Capaz de mostrar as dificuldades e, sem vender facilidades, propor uma parceria para enfrentar e superar os obstáculos. Que serão muitos e difíceis. É isto que fazem os líderes. É isto que fingem fazer os messiânicos, como os muitos que emergiram das últimas eleições.

 

 

 

Pesquisa exclusiva revela que 56% dos brasileiros não consideram a PM violenta

 

Levantamento exclusivo Paraná Pesquisas/Diário do Poder mostra que a percepção da população brasileira sobre o trabalho das polícias militares em todo o Brasil não é a tragédia que o noticiário habitual deixa entender: para 55,9% dos entrevistados, a Polícia Militar não é violenta. Segundo 38,1% a PM é violenta e 6% não sabe/não opinou. A PM só é considerada mais violenta que não-violenta entre os jovens.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A maior percepção positiva da PM está entre os entrevistados com educação até o ensino fundamental: para 62% a PM não é violenta. A relação com a PM é inversa à escolaridade: para 55,1% de quem estudou ensino médio, a PM não é violenta.

Com ensino superior, 48%. Pesquisa: 56% não consideram a PM violenta História é outra. Apenas para jovens de 16 a 24 anos, a PM é mais violenta (52,7%) que não-violenta (41,9%). Jovens representam 14,8% dos entrevistados. O Paraná Pesquisas entrevistou 2.258 pessoas de 194 municípios nos 26 estados e no DF, entre 23 e 26 de junho. A margem de erro é 2%.