Proposta estabelece que gestante terá, no SUS, exame sobre riscos de pré-eclâmpsia

A vereadora Néia do Criança Feliz disse que, em tempos onde a violência contra a mulher vem aumentando em todo território nacional, na área da saúde não tem sido diferente, devido à negligencia de alguns profissionais e, agora, com a aprovação do Projeto de Lei (11008/18) estabelece que toda gestante que realize o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terá direito de acesso a exame sobre os riscos de pré-eclâmpsia, a ser aplicado para tornar possível o diagnóstico precoce, o monitoramento e o tratamento preventivo.

Néia disse que a hipertensão está entre uma das mais importantes patologias que pode acometer as gestantes.

Conforme o texto, da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), a triagem deverá ser realizada até a 14ª semana de gestação.  “A gestante identificada como de alto risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia, doença ligada à hipertensão, deverá passar a ser monitorada e iniciará o tratamento até no máximo a 16ª semana. Dentre as patologias que podem acometer as gestantes, a hipertensão arterial se destaca com uma das mais importantes”, disse Mariana Carvalho.

É uma doença considerada problema de saúde pública pelo seu elevado custo médico-social. A triagem da pré-eclâmpsia traz redução de custos com internação e terapias intensivas, segundo a autora da proposta, além de proporcionar às gestantes melhora na qualidade de vida e menor risco de óbito materno-fetal. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura.