Revista aponta Paulo Guedes contra Paulo Guedes

O deputado Paulo Guedes

A revista Veja divulgou notícia mostrando a quebra de braço do deputado federal do Norte de Minas Paulo Guedes com o ministro da Economia, Paulo Guedes, por causa da taxação de grandes fortunas. O deputado apresentou o projeto de lei 215/2020, que trata sobre a taxação de grandes fortunas. O parlamentar frisa que é um assunto que o outro Paulo Guedes não quer nem ouvir falar. Talvez seja porque ele e seus amigos banqueiros serão os primeiros taxados. Continuamos com a luta do povo, contra o abismo da desigualdade no Brasil”.

A revista informa que “entre desonerações propostas e o criticado imposto sobre transações que muito se assemelha à vilipendiada CPMF, a proposta de reforma tributária do ministro da Economia, Paulo Guedes, é a controvérsia da vez. O dramaturgo Nelson Rodrigues brincava que toda coincidência é inteligente. Se não iluminadas, as congruências do Brasil dos atuais tempos são, no mínimo, cômicas. Em dissonância à proposta do ministro, o deputado Paulo Guedes, do PT de Minas Gerais, apresentou a sua própria “reforma tributária”. Não bastasse o nome e o partido, a proposta é completamente o oposto da que defende o Guedes mais famoso”.

Cita ainda que “o petista defende a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com alíquota de 2,5% sobre o valor dos bens de pessoas físicas ou empresas que tenham patrimônio líquido superior a 50 milhões de reais, na contramão do que evoca o ministro. Apesar do Guedes do governo ter demonstrado motivação em criar um imposto sobre dividendos, a proposta de taxar grandes fortunas passa longe das caraminholas do ministro. A proposta do homônimo petista envolve cobrar impostos sobre aquilo que o deputado considera “supérfluo”. “Precisamos taxar aquilo que é supérfluo, não a produção”. 

A publicação frisa que “vamos taxar um iate, um volume a partir de 50 milhões em patrimônio. Se o capital serve para investir, gerar emprego e renda, deixa para lá, não tem que ser taxado neste imposto. Mas um jatinho precisa ser taxado, se tem uma casa de praia num balneário, precisa ser taxado”, defende Guedes – o do PT – em entrevista. Segundo ele, trata-se, apenas, de uma regulamentação de algo previsto pela Constituição. “As ideias são totalmente diferentes, igual só o nome”, diz. “Ele defende o capital financeiro, mas eu sou um deputado de uma região pobre de Minas Gerais. Não sou banqueiro, sou ex-carroceiro e ex-boia-fria”. E ainda faz uma provocação. “Com certeza, Paulo Guedes será o primeiro a ser taxado”, finaliza o outro Paulo Guedes.”