Ruy ataca Humberto no encontro do PRB em Moc

O ex-prefeito Ruy Muniz aproveitou a realização do Encontro Regional do PRB, realizado sábado (6) em Montes Claros, para atacar o prefeito Humberto Souto e o deputado federal Marcelo Freitas, acusando o primeiro de colocar a cidade em marcha ré. Ele pediu para se filiar ao PRB, mas passou pelo constrangimento do presidente estadual do partido, Gilberto Abramo explicar que o PRB aceitará as filiações de quem assumir o compromisso de apoiar um candidato a deputado federal do partido. Ruy alegou que saiu do PRB por não concordar com a posição do então deputado George Hilton do partido em apoiar o PT na eleição, pois em Montes Claros vinha sendo alvo de perseguição do PT e ninguém o fazia “aceitar as coisas de goela abaixo”.

Depois de encerrada a cerimônia, o presidente Gilberto Abramo explicou que a decisão da filiação de Ruy Muniz deve ser conduzida a nível municipal e como Montes Claros tem mais de 100 mil pessoas, deverá ser homologado pela Executiva Nacional. Abramo pediu a ex-deputada Raquel Muniz para se filiar ao PRB. Porém levantou suspeita sobre os valores que estão sendo pagos pela atual administração e pediu aos vereadores e ao Poder Judiciário para investigar o que se paga atualmente, pois na sua época, pagou R$ 29,00 pelo recapeamento e R$ 55,00 pelo asfalto novo e que esse preço atual está bem acima.

Ruy disse que o prefeito Humberto Souto causou prejuízo para Montes Claros, ao dar a concessão de água e esgoto para a Copasa por apenas R$ 60 milhões, quando ele já tinha negociado por R$ 100 milhões. Salienta que ele está fazendo as novas avenidas da cidade com essa verba, mas divulga como se fosse do IPTU. Por sinal, afirma que o projeto da Radial João XXIII foi com verba de R$ 26,1 milhões do PAC II Mobilidade Urbana, conforme projeto aprovado pela Câmara Municipal, mas a Prefeitura esconde essa situação.

No seu discurso, Ruy Muniz alega que deixou a Prefeitura com 38 mil alunos e o atual prefeito Humberto Souto deixou 3.000 saírem da rede municipal. Explicou que pagava o 14º e 15º salário aos professores e acima um salário base de R$ 3,2 mil, acima do piso nacional e ainda tinha 20 mil alunos no ensino integral. Denuncia que deixou o município com 60 ônibus, que estão na garagem municipal, sob a alegação de não contratar motorista e monitor e com isso, os alunos dos conjuntos residenciais estão sem o transporte escolar, pois o prefeito Humberto Souto cortou esse serviço.

Na saúde, explica que recebeu a Prefeitura com 60 equipes de saúde da família e entregou com 140, onde em 102 tinha odontologia. O médico tinha salário de R$ 13 mil e agora recebe apenas R$ 7,8 mil. O gari que coleta o lixo no caminhão, recebia dois salários mínimos e agora apenas um salário; o mesmo acontece com os amarelinhos. Muniz lembra que recebeu duas premiações nacionais, na saúde e de cidade inteligente.

O ex-prefeito alega que melhorou a arrecadação de Montes Claros, pois com as medidas que adotou o prefeito Humberto Souto passou a contar com R$ 60 milhões por mês para aplicar em benefícios, o que dá R$ 2 milhões por dia, enquanto o então prefeito Luiz Tadeu Leite tinha apenas R$ 700 mil por dia, em 2012. Isso porque em 2013 ele fez as empresas pagar o IPTU e ISS, além de ter ampliado a área urbana, acabando com os vários urbanos que existiam e onde os donos pagam o ITR em vez de IPTU.

Ao pedir ao PRB para aceitar sua filiação, explicou que foi preso em jogada do então delegado da Polícia Federal, Marcelo Freitas, que tinha articulado com o PT derrota-lo nas eleições, conforme gravações realizadas por sua assessoria. Nesse sentido, explica que fica evidenciado o interesse escuso do delegado, que depois foi candidato e eleito deputado federal com a campanha de que o prendeu. Foi assim que prepararam a sua prisão depois da sua esposa, a deputada Raquel Muniz ter votado a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, pois se não fosse sua prisão, seria reeleito prefeito ainda no primeiro turno.