‘Sem-terra’ queimam floresta no Pará para tentar impedir reintegração de posse

A Polícia Civil do Pará fez o flagrante de “nefasto cenário de queimadas e crimes ambientais” no município de Redenção (PA), “provocados pelos integrantes do acampamento sem-terra”. Os invasores de duas fazendas chamaram a polícia para “denunciar” supostos crimes ambientais dos proprietários. Chegando ao local, a polícia viu que era tudo mentira, e identificou “prática de crimes bárbaros” dos sem-terra. A polícia registrou a queimada criminosa. A Polícia Civil concluiu que as queimadas foram provocadas pelos sem-terra para impedir reintegração de posse ordenada pela Justiça. Em vídeo, em sem-terra admite à polícia que a queimada era para tentar impedir a reintegração. E que pagou R$20,00 a cada invasor. Um líder sem-terra, Divino Souza foi preso pela tentativa de homicídio qualificado de policiais militares que atuaram no caso. Relatório Circunstanciado da Delegacia de Conflitos Agrários atribui a sem-terra diversos crimes: de cárcere privado a porte ilegal de armas. Nesse Relatório, cuja cópia foi obtida pela coluna Cláudio Humberto, o delegado Antônio Mororó Junior, diretor da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (Deca), da Polícia Civil do Pará, relata haver recebido denúncia de que nas fazendas Ouro Verde e Vitória Régia, teria havido crimes de ameaça, disparos de arma de fogo e homicídio, cuja vítima fora Juarez Almeida Lima. Ele conta que esteve no local verificou “a improcedência das informações”. O que o policial encontrou foi fogo e destruição e indícios de que as queimadas foram provocadas pelos integrantes do acampamento sem-terra. No local do incêndio, a polícia encontrou o barraco do integrante sem-terra Divino Ferreira da Silva, “que, ao perceber a presença da polícia, deixou o local, mas não deu tempo de levar seu documento de identidade”. Outro “sem-terra” Edson Pereira da Silva, contou aos policiais que cerca de 50 foram levadas para as fazendas com o objetivo de frustrar a ordem judicial de reintegração de posse. Edson revelou que a associação presidida por Lázaro teria dado a ordem para ficar dentro da terra mesmo sabendo que existe uma ordem judicial de reintegração.