Vereador afirma que renda média retrocede e crise chega a nossa cidade

O presidente da mesa diretora, Claudio Prates, disse que a recessão que se abateu sobre o Brasil é extremamente preocupante e com efeitos devastadores. Ele disse que essa crise chegou a nossa cidade com força e citou o fechamento sem aviso prévio de um atacadista, que empregava mais de 150 pessoas diretamente e um mais um tanto indiretamente, além de movimentar a economia local.

Lembra o presidente que atual crise econômica parece ter reforçado ainda mais a armadilha da renda média que prende o Brasil. Com a pior recessão desde a década de 30, pelo menos, o empobrecimento do País deve levar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita ao mesmo patamar de cinco anos atrás.

Os recentes dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que o PIB per capita deverá encolher. Em 2011, era de US$15,1 mil. A crise atual marca uma inversão de tendência. Embora o País tenha enfrentado turbulências internacionais ao longo dos anos, sempre conseguiu manter um avanço da renda. No auge, em 2014, o PIB per capita brasileiro chegou a US$16,2 mil. A previsão atual é que esse patamar só seja superado novamente em 2020. Dessa forma, a economia brasileira deverá ficar um bom tempo estagnada.

Cláudio disse ainda que dessa forma mais preocupante do que a queda da renda do brasileiro passa a ser a comparação com outras economias. Disse o presidente que o investimento está em queda. Na educação, o Brasil figura nas últimas posições dos rankings internacionais e os indicadores nacionais ainda não apontam para uma melhora consistente. Por fim, a produtividade também está em queda.

“Uma análise de todos os setores da economia nos últimos anos mostra que só houve aumento da produtividade na agricultura por causa da adoção de novas tecnologias e pesquisas. Na indústria, a produtividade está estagnada e, no setor de serviços, está em queda”, diz. Nas últimas décadas, a produtividade da economia brasileira só cresceu de forma mais consistente entre as décadas de 60 e 80, quando boa parte dos brasileiros trocou o trabalho agrário pelo industrial. Desde então, o País vem patinando.

“Esse problema vem desde 1980. É algo estrutural. Tem alguma coisa errada com a nossa economia, porque não conseguimos aumentar a nossa produtividade e isso era apenas números técnicos longe de nossa realidade, hoje não. Vivemos a cada momento a crise com feijão a 10 reais o quilo e o povo não tendo emprego e dinheiro para comprar sequer o seu pão de cada dia. O problema é muito grave e não perspectiva de melhoria, apenas o desejo e muito trabalho de todos nós da classe politica que lutamos para melhorar as condições de vida da população ainda que com mudanças modestas”, concluiu.