Zé Reis cobra desburocratização para atrair investidores

deputado Zé Reis

O deputado Zé Reis cobrou do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) a desburocratização ambiental e tributária em Minas Gerais para a área mineira da Sudene, como forma de atrair investidores que permitam aquecer a economia regional. Ele participou de live junto com sua equipe, na tarde de quarta-feira com o diretor geral do Idene, Nilson Borges, quando alertou que os investidores estão migrando para a Bahia e Goiás, para fugir da burocracia existente em Minas Gerais, que coloca dificuldades na concessão das licenças, além da acanhada política de incentivos fiscais.

O Idene tem realizado essas reuniões com a Bancada do Norte de Minas e dessa vez ouviu o deputado Zé Reis, que carrega a experiência de prefeito de Bonito de Minas, presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) e membro do Conselho Deliberativo da Sudene. Por sinal, o deputado Zé Reis lamentou que é necessário o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais direcionar suas atenções para a área mineira da Sudene, pois está tímida e quase inexistente, quando poderia seguir o modelo implantado em Pernambuco, que ajudou os microempresários a superar as dificuldades provocadas pela pandemia coronavírus.

O deputado Zé Reis alertou que um dos maiores problemas vividos pelo Norte de Minas é o engessamento da atividade agrícola, por causa da lei ambiental e com isso, a região é enquadrada na Lei da Mata Seca, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O impacto disso é que ao criar um Parque Ambiental ou Área de Preservação Ambiental, a área é dobrada em cinco vezes, por causa do entorno, o que impede concessão de licenças. Zé Reis citou o exemplo da Agro Brasil, que mesmo tendo áreas no Norte de Minas, implantou seus empreendimentos na Bahia, por causa da licença ambiental.