Acadêmicos fazem ato em defesa da Barragem de Berizal

Os acadêmicos da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) realizarão um manifesto inédito, hoje às 16 horas, em defesa da retomada das obras da Barragem de Berizal, que pretende perenizar as águas do rio Pardo, no município de Berizal. Eles estão desde segunda-feira na cidade, participando do projeto “Unimontes Solidária”, quando deliberaram pela realização do ato. A proposta é abraçar simbolicamente as obras iniciadas em 1997 e paralisadas desde o dia 2 de julho de 2002. No sábado, o mesmo ato será realizado na cidade.

O coordenador do Unimontes Solidária, Gilson Froes, explica que a iniciativa dos acadêmicos em defesa dessa obra é justificada pela crise hídrica, pois faz seis anos que as chuvas estão abaixo da média e, com isso, a população tem de ser abastecida com caminhões-pipas. Ele salienta que são mais de 40 acadêmicos de vários cursos que estão realizando várias atividades na cidade, na área de saúde e lazer. No primeiro dia, foi dada aula de zumba para os moradores, assim como orientações sobre prevenção a saúde.

A Barragem de Berizal vive uma situação insólita no Norte de Minas: o projeto foi articulado pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e apresentada ao então presidente Fernando Henrique Cardoso em outubro de 1996, quando ele foi inaugurar a BR-251. Ele mandou iniciar as obras em 1997, mas em 2002 o Conselho de Politica Ambiental de Minas Gerais embargou as obras, quando 45% da obra estava pronta. No final de 2015, foi concedida a licença ambiental, mas as condicionantes ficam mais caras do que a obra. (GA)