Aulas voltam sem transporte em vários municípios

As aulas nas escolas da rede estadual serão iniciadas a partir de hoje, com uma situação inédita em vários municípios do Norte de Minas: os alunos que precisam do transporte escolar não poderão participar das aulas, pois como o serviço é prestado pelas Prefeituras, muitas delas somente retornarão a partir de março. Na cidade de Montes Claros, os alunos não serão prejudicados, pois o transporte escolar dos alunos da rede estadual é realizado por empresas contratadas pelo Estado. O superintendente regional de Ensino, Roberto Jairo Torres, explica que apesar dos meses atrasados em relação a 2018, as empresas garantiram que cumprirão o contrato, tendo em vista que o governador Romeu Zema colocou em dia o pagamento deste ano.

O Norte de Minas está dividido, pois dos 86 municípios, vários acabaram cedendo e começarão as aulas em fevereiro, com o argumento de que estão sendo pressionados pelo Ministério Público e ainda por que o governador Romeu Zema colocou em dia o pagamento desse ano. Um dos exemplos é  o município de Itacarambi, onde a prefeita Nivea Maria anunciou no sábado, em coletiva à Imprensa, o início do ano letivo de 2019 com a volta às aulas na rede municipal de Educação de Itacarambi para o dia 11 de fevereiro. O planejamento contempla o cumprimento dos dias letivos.  

A indignação dos municípios é que o Estado está devendo cinco meses de parcelas do transporte escolar de 2018. Por isso, a decisão de começar o ano letivo apenas em março, pois além da economia com essa despesa, ainda tem com o salário de dois meses dos professores. No município de Urucuia, o prefeito Rutílio Eugenio Cavalcante vai além: se não receber até o início de março os cinco meses do ano passado, começará as aulas somente em abril.

O Ministério Público anunciou que está conversando com cada prefeito para garantir o transporte escolar dos alunos e está intermediando o diálogo entre o Estado e os municípios. Porém, o argumento dos prefeitos é que o serviço é prestado por empresas vencedoras da licitação e sem receber os cinco meses do ano de 2018, elas não aceitam retornar com as atividades.