Bocaiuva pede fechamento das comportas da barragem

A visita à barragem e a reunião
Foto: GIRLENO ALENCAR

As 12 associações comunitárias do Assentamento Herberth de Souza pediram a ajuda do deputado Zé Reis para impedir que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) retire a água da Barragem da Caatinga, sediada em Engenheiro Dolabela e que abastece as mais de 700 famílias do local. Os presidentes  se reuniram com o deputado na comunidade de Angicos, na manhã de sexta-feira, quando mostraram que o INCRA está aproveitando uma liminar judicial para promover o descomissionamento da barragem. Toda vez que os técnicos do INCRA abrem as comportas, os moradores fazem o fechamento.

A reunião foi articulada pelo ex-prefeito Ricardo Veloso. José Cosme da Silva, da Associação de Reta Grande, explicou que se o INCRA retirar toda água será o caos para as 700 famílias. Explicou que na sua liminar, a Justiça Federal permite que o INCRA adote as medidas necessárias para resolver o problema da barragem, que desde o final de 2018 apresentou problemas estruturais. Porém, o órgão federal decidiu pela melhor opção, de esvaziar toda barragem e deixar as famílias sem água. O seu pedido é que o deputado Zé Reis procure um acordo administrativo e se necessário, pela via judicial.

O deputado Zé Reis, acompanhado de Ricardo Veloso e dirigentes do Projeto de Assentamento Betinho, foi à barragem, quando avaliaram que seria necessário R$1 milhão para consertar o problema. Evangelista Jesus de Souza, da associação de Caatinga, participou da construção da barragem em 1975 e lembra que ela é fundamental para o rio Jequitaí, pois se a barragem for destruída, o rio Jequitaí será cortado em poucos meses. Os moradores lembram que a Barragem da Caatinga despeja 5 mil litros de água no leito do rio Jequitaí.

Na reunião com as lideranças, o deputado Zé Reis anunciou que trabalhará com  três frentes de serviço: a primeira com o INCRA em Minas Gerais, para convencer a suspender o descomissionamento. A outra seria com a direção nacional do órgão. A última opção seria a ação judicial para derrubar a liminar concedida. Ele salientou que é necessário laudos técnicos com a sustentabilidade, potencial de acumulação de água e por fim, se existe risco de rompimento.