Comissão da crise hídrica faz vistoria no Pacuí e Juramento

O rio Pacuí com baixa vazão

A Comissão Externa da Crise Hídrica da Câmara dos Deputados vistoriará, hoje de manhã, o rio Pacuí, a 56 quilômetros de Montes Claros, onde a Copasa está construindo a adutora que trará água para Montes Claros. Também vistoriará a barragem de Juramento,  que é responsável pior 65% do abastecimento da cidade. A equipe de deputados federais conhecerá a polêmica, pois os prefeitos e produtores rurais de sete municípios se queixam que a água do rio é insuficiente para justificar a retirada. O Ministério Público conseguiu com uma liminar, suspender a obra na Justiça, mas o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais derrubou essa liminar.

O Norte de Minas está atravessando uma das piores estiagens da sua história, pois são sete anos consecutivos de seca. O principal impacto é que na cidade de Montes Claros está em vigor o racionamento por 48 horas a cada três dias. Porém, mesmo com essa situação, as obras das barragens de Berizal e Jequitaí estão paralisadas. A Barragem de Berizal teve as obras suspensas em 2 de julho de 2002, com 40% dos serviços prontos. A Barragem de Jequitaí teve as obras paralisadas em janeiro de 2015. A Barragem de Congonhas, que abastecerá Montes Claros, sequer foi iniciada.

Além da falta das barragens, a Comissão Externa da Crise Hídrica constatará ainda um grave problema: muitas famílias estão sem água para consumo humano, pois o impasse entre os Governos estadual e federal impede a contratação de caminhões pipas que possam levar essa água aos flagelados da seca. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que disponibilizou R$ 3,2 milhões para contratar caminhões pipas em 17 municípios. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil alega que não recebeu os recursos e está providenciando a medida com recursos estaduais.