Deputados discutem hidrovia e frente parlamentar do São Francisco

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados discute hoje, às 14 horas, a viabilidade da reativação da hidrovia do rio São Francisco, em audiência sugerida pelo deputado norte-mineiro Paulo Guedes, quando também será anunciada a criação da Frente Parlamentar do São Francisco, que pretende reunir os deputados de Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.  Para a audiência, foram confirmadas as participações de Karoline Lemos, diretora de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT); Antônio Leite dos Santos Filho, diretor-geral do DNIT e Hadson Tolentino Barbosa, coordenador-geral de Administração Hidroviária Substituto do DNIT.

O deputado Paulo Guedes explica que pediu essa audiência pública para debater a viabilidade da reativação da hidrovia do rio São Francisco, tendo em vista que essa hidrovia é a via mais econômica de ligação entre o Centro-Sul e o Nordeste do País. “Com 2.354 km de extensão, a hidrovia se estende pelos rios São Francisco, Paracatu, Grande e Corrente. A Bacia do Rio São Francisco, com 641 mil km² de área, representa cerca de 7,5% do território nacional, e se distribui por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Goiás, e Distrito Federal”.

Informa que “há muito tempo o rio São Francisco ocupa lugar de destaque no transporte aquaviário nacional, recebendo até mesmo a denominação de Rio da Integração Nacional durante o Regime Militar. Os principais rios da hidrovia 2 são: São Francisco, Paraopeba, Indaiá, Pará, Abaeté, das Velhas, Jequitaí, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Carinhanha, Corrente e Grande. Em seguida, destacamos que sua importância compreende vários aspectos na área econômica e comercial, social e ambiental. No aspecto comercial, o resultado é significativo, pois existem estudos que comprovam uma demanda reprimida de mais de 2 milhões de toneladas de carga vocacionada para a hidrovia, carga perene”.

Para ele, “do ponto de vista social, unirá as cidades ao longo do rio, Pirapora, Januária, Bom Jesus da Lapa, Ibotirama e Luiz Eduardo Magalhães. Além do transporte de passageiros e cargas menores. Entendemos que é um modelo de transporte que precisa ser reativado. A manutenção de uma hidrovia é menor que uma rodovia, já tecnicamente comprovado. E o rio São Francisco é um rio que torna essa diferença nos custos ainda mais significativa e vantajosa, porque o São Francisco possui o fundo móvel, o que torna o desassoreamento do rio mais fácil e mais econômico. Poderemos ter, assim, um transporte mais barato, com uma demanda de carga já existente, sendo necessário, apenas, regularidade para que seja montada uma logística satisfatória que atenda aos interesses comerciais”.