Diálogos com o Sisema abordam energia solar no Norte de Minas

Será realizada hoje em Montes Claros a 10ª reunião pública do programa “Diálogos com o Sisema”, para discutir o processo de regularização ambiental da energia fotovoltaica no Norte de Minas. O programa é o canal de comunicação do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) com a população, para tratar de assuntos relevantes da agenda ambiental. Os encontros são organizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O evento será no auditório da Superintendência Regional de Meio Ambiente, em Montes Claros.

No mês de maio, durante visita do governador Romeu Zema a Janaúba, as lideranças do município se queixaram do risco de perderem a usina de energia solar, por causa da burocracia em obter o licenciamento ambiental e também pela demora da Cemig em interligar essa energia na rede. Zema prometeu resolver a situação. “Proposta de novo marco normativo para empreendimentos de geração de energia solar” é o tema da 10ª edição do programa, que vai acontecer na Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) Norte, em Montes Claros.

O objetivo da discussão em torno de uma nova proposta de regularização ambiental para empreendimentos de geração de energia solar leva em conta o alto potencial da Região Norte do estado para essa atividade. As reuniões do “Diálogos com o Sisema” são abertas ao público e visam debater com as Organizações Não Governamentais (ONGs), empreendedores, consultores ambientais e sociedade civil em geral questões ambientais, além de garantir a democratização das informações referentes à pauta ambiental.

Além da Semad, integram o Sisema o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam).  No dia 8 ocorreu a 9ª reunião em Diamantina, com o tema “O impacto da mineração no Rio Jequitinhonha”, no auditório da Universidade Norte do Paraná (Unopar). O evento visa apresentar e discutir os danos ao meio ambiente causados pela atividade garimpeira no Jequitinhonha, principal curso d’água da região, bem como as medidas para recuperação das áreas degradadas. (GA)