Empresas de carros-pipas na expectativa de contratos pela Defesa Civil

Daniela Kennedy com sua proposta

Mais de 30 empresas formadas por “pipeiros” participaram do processo licitatório aberto pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para a entrega de água aos flagelados da seca deste ano. Ontem foi iniciada a última etapa, que prossegue até amanhã, na sede do 10º Batalhão de Montes Claros. A meta é de fazer o transporte de 282.361 metros cúbicos de água para 141 municípios do Norte de Minas e Vales do Jequitinhonha. Os processos foram iniciados no dia 6 de agosto em Araçuaí; dia 8 em São João do Paraíso e no dia 12, em Montes Claros. Cada família terá direito a receber 20 litros de água por dia. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Governo Federal, anunciou a liberação de R$5 milhões para socorrer os flagelados da seca com a distribuição de água.

Ontem, na sede do 10º Batalhão, a empresária Daniela Kennedy Gomes da Costa, de Mato Verde, estava com uma frota de 27 caminhões para colocar na licitação, com veículos que oscilam de 15.000 a 30.000 litros de água. Na licitação realizada em Araçuaí, ela venceu dois lotes, com o preço de R$60,00 pelos metros cúbicos de água. Porém, na licitação em São João do Paraiso, acabou perdendo no preço, pois afirma que a média de R$14,85 não compensa. Daniela Gomes lembra que é a maior fornecedora de água para a Defesa Civil de Minas Gerais, ela, que há cinco anos, entrou nesse ramo com apenas um caminhão e agora tem a maior frota de Minas Gerais.

Douglas Santos, da cidade de Novorizonte, apresentou quatro caminhões para a licitação e espera que a licitação apresente um preço médio de R$40,00. Ele afirma que o preço cobrado em São João do Paraíso, de R$14,85, é inviável, mas respeita quem apresentou o valor. O seu preço lá foi de R$25,00. Além de atender a Defesa Civil por quatro meses do ano, Douglas atende a Copasa e pessoas interessadas em comprar água. Por ano, ele afirma que chega a apresentar um faturamento de R$30 mil.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais explica que a licitação é por causa do agravamento da escassez de água ocorrida nos últimos anos, em virtude da seca ou estiagem. Salienta ainda que a seca é um fenômeno climático configurado pela queda dos índices pluviométricos para níveis sensivelmente inferiores aos da normal climatológica, comprometendo as reservas hidrológicas de superfície e de subsuperfície, fazendo com que os inúmeros cursos d’água venham a secar, o que resulta na falta de água para o consumo humano e animal prejuízos à agricultura e à pecuária, de forma a gerar impactos sociais, econômicos e institucionais. Do ponto de vista de proteção e defesa civil, a seca é uma estiagem prolongada. (GA)

Douglas Santos quer preço melhor