Engenheiro Navarro leva título da Semana do Conhecimento

Foto: AMANDA LELIS

A Escola Estadual Mamede Francisco de Almeida, do município de Engenheiro Navarro, levou o primeiro lugar da a 8ª edição da Feira de Ciências do Norte de Minas, realizada pelo Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais, em Montes Claros, que durante três dias atraiu mais de 1.000 estudantes. A escola apresentou o projeto de construção de um herbário didático com as espécies nativas da região. “Na cidade, muitas pessoas não conhecem essas plantas, que são espécies muito importantes como a aroeira, que a madeira é muito usada, e outras que têm uso medicinal. Achamos importante ampliar o nosso conhecimento sobre essas espécies nativas e valorizar essas plantas que estão presentes em nosso Cerrado, que têm um grande potencial que não é tão explorado”, contou a estudante Tais Almeida.

Neste ano, o tema central para os trabalhos foi “Educação de qualidade para o desenvolvimento sustentável”, em concordância com o tema da Semana do Conhecimento da UFMG. Entre os trabalhos expostos estiveram jogos educativos, exposições botânicas, tecnologias sociais, entre outros. Cerca de mil visitantes externos vieram ao ICA para assistir às exposições, além do público do campus. “A população de Montes Claros está mais sensibilizada, muitas escolas mandaram ônibus. A feira já é uma parte integrada da agenda das escolas. Os projetos apresentados são de boa qualidade, adaptados ao contexto do Norte de Minas, e refletiram muito bem a temática para o formato da mostra”, comentou o professor Charles Aguilar, que participa da comissão organizadora do evento.

Christina Maria de Oliveira, que é professora de Ciências e Biologia na escola e orientadora do projeto, valorizou o empenho das estudantes. “Todo o protagonismo é das estudantes, elas foram a campo, fizeram as coletas, as pesquisas para a catalogação das espécies, produziram as exsicatas [forma de exposição das plantas desidratadas e classificadas], levantaram os dados com questionários com a população”, disse.

De acordo com a professora, foram aplicados 150 questionários com o intuito de apurar o conhecimento da população sobre as espécies nativas.

Outro trabalho exposto é o do grupo de Esther Santos Fonseca, de 17 anos, que apresenta uma forma sustentável de reaproveitamento da água. Esther cursa o técnico em química no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais e faz estágio no ICA. “Apresentamos a eletroflotação, que é um método eficiente para tratamento da água onde se usa a eletrólise. Dentro desse sistema, acontecem reações químicas que vão ajudar no tratamento da água. Em torno de uma hora, é reduzida em 100% a turbidez da água e ela pode ser reaproveitada para uso doméstico, só não pode para consumo e para tomar banho”, explicou.

Maria Cecília dos Santos, de 12 anos cursa o 7º ano na Escola Estadual Levi Durães Peres, de Montes Claros e apresentou o Projeto Aprendiz de Ciências. “Nunca tinha apresentado esse tipo de trabalho, é a primeira vez. Estou achando bem legal, estamos expondo as aulas práticas que tivemos na escola. A gente aprende uma coisa na sala, leva para o laboratório e aprende muito mais. Pretendo cursar biologia, já comecei cedo com esse projeto”, disse. Os dez trabalhos com melhor avaliação receberam uma premiação do ICA. Foram premiados 1º, 2º 3º lugar dos ensinos fundamental e médio e 1º e 2º lugar dos ensinos médio-técnico e superior.

A Semana do Conhecimento iniciou no ICA com a apresentação de 236 trabalhos de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos em pôsteres. A programação continua na próxima semana com a realização de palestras, minicursos e outras atividades no campus regional da UFMG em Montes Claros. Isabella Alkmin, estudante do curso de graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental apresentou o seu trabalho de Conclusão de Curso e Iniciação Científica, que propõe uma técnica para monitoramento da infiltração de irrigação no solo. “Conhecer o comportamento de infiltração de água no solo é importante para os projetos de irrigação, para manejo do solo e da água”, disse a estudante.