Idene tem R$40 milhões no orçamento e muda direção

O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste (IDENE) terá R$40 milhões no orçamento desse ano, pois o governador Romeu Zema sancionou o Orçamento de Minas Gerais, que inseriu esse repasse à área mineira da Sudene. O ato foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais de quinta-feira. A verba do Idene foi ampliada em 135% por iniciativa da bancada do Norte e será aplicada em ações de desenvolvimento econômico e infraestrutura dos municípios da região. Na proposta original enviada pelo governador Romeu Zema (Novo), a cifra seria de R$17 milhões. Porém, uma emenda da bancada do Norte ao texto fez com que mais R$23 milhões fossem incluídos no orçamento.

O curioso é que o IDENE estará mudando os coordenadores no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. Os atos de nomeações devem ser publicados hoje ou no máximo na semana que vem. Todos os nomes foram indicados pelos deputados que dao sustentação ao governo mineiro. No ano passado, o Estado tinha feito a publicaçáo dos atos dos coordenadores, mas depois publicou ato revogando as nomeações, depois que a bancada do Norte de Minas se rebelou, pois não foi ouvida.

Ao requisitar o incremento da verba para o IDENE, a bancada alegou que a proposta do Executivo não refletia as necessidades da região Norte. Ainda segundo os deputados, o Idene é responsável por diversas ações que buscam reduzir as desigualdades regionais no estado.  Dos R$23 milhões adicionais conquistados pela bancada do Norte, cerca de R$12 milhões são para o apoio ao desenvolvimento econômico e outros R$10,7 milhões para a promoção do acesso à infraestrutura básica.

A receita total do estado prevista no orçamento é de R$97,18 bilhões. Já as despesas foram estimadas em R$110,47 bilhões. Excluídas as operações realizadas entre os órgãos da própria administração, esses valores mudam para R$83,52 bilhões de receita e R$96,81 bilhões de despesa. A previsão de investimentos diretos do estado é de R$4,01 bilhões. Outros R$5,67 bilhões serão investidos pelas empresas controladas pelo governo, como a Cemig e a Copasa.  Neste ano, o governo de Minas será obrigado a pagar as emendas dos parlamentares e as de bancada por determinação de propostas aprovadas pela Assembleia Legislativa. As chamadas emendas impositivas serão destinadas principalmente à saúde e educação.