Igam apresenta relatório de Gestão e Situação de Recursos Hídricos

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) divulgou, na última semana, o Relatório de Gestão e Situação de Recursos Hídricos de Minas Gerais. O documento apresenta um retrato das águas em Minas Gerais e traz informações sobre a gestão dos recursos hídricos no período de 2014 a 2017.

Minas Gerais destaca-se como o quarto estado brasileiro em extensão territorial, com uma área de mais de 586 mil quilômetros quadrados, abrigando diferentes biomas como a Mata Atlântica, o cerrado e a caatinga. Seu potencial hídrico, incluindo nascentes de expressivos rios nacionais como o São Francisco e o Grande, além de importantes aquíferos que armazenam água subterrânea, como o Guarani e o Urucuia, também merecem destaque no cenário nacional.

Segundo o Igam, o desafio para gerir tais recursos naturais críticos ao desenvolvimento econômico e social é grande e deve envolver os poderes públicos e a sociedade em ações focadas. O relatório de gestão apresenta uma breve retrospectiva da gestão e da situação dos recursos hídricos em Minas Gerais, além de abordar os principais desafios e avanços registrados no Estado.

Entre os destaques dos desafios está a situação de escassez hídrica decorrente das estações de chuvas deficitárias, principalmente nos anos de 2014 e 2015, consideradas abaixo da média histórica e que impactaram significativamente no abastecimento público dos municípios mineiros e nas cadeias produtivas do Estado. Além disso, eventos críticos como o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, no ano de 2015, trouxeram desafios ainda maiores para os diversos gestores envolvidos.

A composição do Relatório de Gestão está dividida em três partes, apresentando os temas: Gestão dos Recursos Hídricos; Situação dos Recursos Hídricos e o Avanços e Desafios para os próximos anos. O panorama apresentado na primeira parte do relatório mostra que em 18 anos da Política das Águas em Minas Gerais, completados em 2017, foram muitos os avanços alcançados, sobretudo no que diz respeito à legislação, com a edição de leis, decretos, resoluções e portarias que colaboraram para o aprimoramento de conceitos e de diretrizes para o aprimoramento da gestão das águas no Estado.

O quadro institucional também apresentou aperfeiçoamento ao longo dos anos. “Minas Gerais conta com um trabalho harmônico e integrado entre o órgão gestor das águas, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), os Comitês de bacias hidrográficas, além dos comitês interestaduais que atuam no território mineiro”, divulgou o Igam. (JM)