Januária pede R$ 500 mil para socorrer hospital

O Estado foi acionado nesta terça-feira (14) para liberar em caráter emergencial, o valor de R$ 500 mil para socorrer o Hospital Municipal de Januária, que atravessa uma séria crise, pois os médicos se recusam a cumprir a escala de trabalho e com isso, os pacientes estão sem atendimento. O secretário de saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva recebeu ontem de manhã o deputado estadual Zé Reis, do PSD e o prefeito Marcelo Felix, de Januária que também é presidente da Associação dos Munícipios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), acompanhado da sua esposa Vanessa, além do secretário-executivo da AMAMS, Ronaldo Moita Dias. Durante o encontro foi mostrado que o Estado deve R$ 10 milhões ao município referente a recursos da saúde que foram retidos.

 

Na audiência desta terça-feira (14), o deputado Zé Reis entregou correspondência ao secretário onde mostra que a situação da área de saúde de Januária requer uma atenção muito especial de todos os envolvidos, especialmente do Estado de MG. Importa consignar que o valor atrasado do Estado de Minas para com o município de Januária na área de Saúde é de R$10 milhões. “Também é fato que é grande e crescente o número de pessoas que chegam ao hospital municipal de Januária e não conseguem atendimento por falta leitos, médicos, enfim, por falta de condições mínimas de atendimento no hospital, pessoas têm sido socorridas pela população nas calçadas. A situação beira o caos e algo precisa ser feito urgentemente” - explica.

 

Por isso, o apelo para que seja liberado o valor mínimo necessário de R$ 500 mil para que a situação caótica  instalada em Januária seja amenizada. O pedido é para que envide todos os esforços para viabilização deste recurso emergencial, que pode, inclusive, ser deduzido do débito do Estado para com o município. O secretário Carlos Eduardo Pereira anunciou que analisará o pedido e como fará para atender a demanda.

 

No dia anterior, foi realizada reunião em Januária organizada pelo Ministério Público com todos os secretários municipais de saúde da microrregião e depois com os gestores de saúde, para discutir uma solução. (GA)