Maçonaria reclama dos altos preços dos pedágios

Os altos preços cobrados nas praças de pedágio da BR 135, entre Montes Claros e Belo Horizonte, levou os maçons do Norte de Minas a cobrarem dos deputados da região a ficarem em alerta e impedirem que a concessão das BR 251, de Montes Claros à Bahia; e da BR 135, entre Montes Claros-Montalvânia, tenha valores altos. O pleito foi apresentado pelo novo presidente do Conselho de Veneráveis do Norte de Minas, Vitor Hugo Moreira Guimarães, que tomou posse na noite de segunda-feira, em reunião realizada na loja maçônica Deus e Liberdade, com os representantes das lojas. Ele sucede a Lincoln Wagner Veloso.

No seu discurso, o ex-presidente Lincoln Wagner  relatou as conquistas viabilizadas pela Maçonaria, sempre em parceria com as entidades representativas da sociedade civil, como ACI, Adenor, CDL, CODEMC, Fiemg-Norte, Sindicato do Comércio Varejista, Sindicato Rural, Sociedade Rural, Lions, Rotary, OAB, AMAMS, AMMESF, AVAMS e várias outras. Ele se lembra da campanha de valorização eleitoral do Norte de Minas, realizada no ano passado e que aumentou a bancada da região e, com isso, garante mais recursos para o Norte de Minas. 

O presidente empossado, Vitor Hugo, observou a recente conquista de R$50 milhões para as obras da Barragem de Jequitaí. Ele pediu uma atenção redobrada para a privatização das BR 135 e 251, a partir de Montes Claros, para que os pedágios não sejam caros. Observou ainda que o  Estado está pensando em criar a Superintendência Regional de Ensino e a Gerencia Regional de Saúde na microrregião do Alto Rio Pardo, onde as cidades de Salinas e Taiobeiras disputam os dois órgãos. Porém, é necessário que os dois municípios cheguem a um acordo para não prejudicar toda microrregião.  

O deputado federal Marcelo Freitas reforçou a importância de a região eleger deputados da região, pois lembra que os deputados têm emendas que totalizam R$400 milhões por ano, o que dá o total de R$1,6 bilhão por mandato, enquanto Minas Gerais tem apenas R$200 milhões para aplicar por ano em todo Estado. O vice-prefeito Adauto Batista salientou o momento que Montes Claros está vivendo, atraindo várias empresas, principalmente do ramo farmacêutico, e que gerarão mais de 1,6 mil empregos. (GA)