Norte de Minas já tem 1,4 mil apicultores comercializando o mel de aroeira

Com propriedades medicinais confirmadas pela ciência, o mel de aroeira é fruto de uma atividade que gera renda e tem grande potencial de crescimento no Norte de Minas, tanto que os apicultores da região almejam alcançar a identificação geográfica do produto para sua proteção e valorização no mercado. Pesquisa para mestrado desenvolvida pelo funcionário da Codevasf em Montes Claros, Alex Douglas Martins Demier, revela que há 1,4 mil apicultores, 24 associações de produtores e uma cooperativa em 54 municípios da região. Diferentemente da agricultura, o manejo de abelhas para a produção de mel sofre menos os efeitos da seca, o que estabelece uma importante vantagem produtiva.

Segundo Demier, “os atributos específicos no mel de aroeira do Norte de Minas trouxe novas perspectivas de agregação de valor à produção apícola regional a partir do reconhecimento da Indicação Geográfica - IG. A estratégia de diferenciação surge como alternativa e pivô no processo de estruturação de um setor marcado pela comercialização, quase sempre informal ou direcionada ao mercado de commodities. Neste contexto, o objetivo de nossa pesquisa foi estudar a Indicação geográfica do produto na região como uma construção social, fruto de um arranjo envolvendo organizações e instituições que se articulam em nível regional e local”.

O mel de aroeira é um tipo de mel de abelha Apis mellifera muito característico do Norte de Minas. Ele leva este nome porque as abelhas retiram os recursos para a produção deste mel da planta Myracrodruon urundeuva, um tipo de aroeira, vegetação predominante em regiões de mata seca.