NutriSUS tem plano de ações definidas no Norte de Minas

As ações de planejamento e implementação da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (NutriSUS), em 18 municípios do Norte de Minas, estão sendo  discutidas em reuniões organizadas pelo Estado. O projeto é  do Programa Saúde na Escola da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. O NutriSUS se constitui numa estratégia lançada em 2015, pelo Ministério da Saúde, visando a fortificação da alimentação infantil com 15 micronutrientes, adicionados à alimentação das crianças matriculadas em creches. A Estratégia visa potencializar o pleno desenvolvimento infantil; a prevenção e o controle das deficiências de vitaminas e minerais na infância, especialmente a anemia e a anemia ferropriva, causada pela insuficiência de ferro. Por isso, a ação deve respeitar a quantidade a ser administrada e a pausa entre os ciclos.

Sob a coordenação do Núcleo de Atenção Primária à Saúde, na quarta-feira, o encontro reuniu na Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) referências técnicas municipais para o planejamento das ações que serão introduzidas entre 2019/2020. Já no dia 27 deste mês a SRS realizará novo encontro, desta vez envolvendo os coordenadores dos municípios participantes da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil, oportunidade que serão finalizadas as ações de organização e monitoramento do NutriSUS no Norte de Minas.

A referência técnica de promoção da saúde da SES-MG, Graciele Fernandes Silva destaca a importância do NutriSUS nas ações de promoção da alimentação saudável e adequada, por meio de ações parceiras envolvendo os governos federal, estadual e municípios. “Trata-se de uma ação que exige forte articulação intersetorial, levando-se em conta que a Estratégia precisa contar com o envolvimento não só dos serviços de saúde dos municípios, mas também, da educação”, observa Graciele Fernandes.

A intervenção na alimentação servida nas creches consiste em duas etapas durante o ano letivo: administração de um sachê por dia, até completar 60 sachês. Após esse período o município dá uma pausa entre três e quatro meses na inclusão do sachê na alimentação da criança.

O sachê deverá ser adicionado na alimentação pronta, podendo ser no arroz e feijão, papas/purês e vitamina de frutas. Após adicionar o sachê ao alimento é importante não aquecê-lo, pois alguns dos componentes (vitaminas e minerais) são sensíveis a temperaturas muito altas e, em caso de aquecimento, podem perder as propriedades. O conteúdo do sachê deve ser adicionado em uma pequena quantidade da comida e esta parte deverá ser oferecida primeiramente à criança, a fim de garantir que todo o conteúdo do sachê será consumido.

Criado em 2007 pelo Governo Federal, o Programa Saúde na Escola surgiu como uma política intersetorial entre os ministérios da Saúde e da Educação, com o objetivo de promover qualidade de vida aos estudantes da rede pública de ensino por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. No último ciclo do PSE foram investidos R$89 milhões em ações envolvendo 20 milhões de estudantes de 85 mil 706 escolas, além de 36 mil equipes da atenção básica do SUS. Ao participar do PSE, os municípios recebem incentivos financeiros do Governo Federal para realizar ações de prevenção de doenças e promoção da saúde com educandos de escolas públicas.