Pirapora discute ações para conter Aedes aegypti

A Gerência Regional de Saúde de Pirapora mediante ação conjunta entre os Membros do Comitê Técnico Regional de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes realizou uma Reunião Técnica para Atualização de Informações, em encontro mediante videoconferência. O evento culminou na capacitação de 49 profissionais envolvidos na contenção dos três agravos – dengue, chikungunya e zika vírus. A gerente regional Adriana Kátia Emiliano Souza, observa que mesmo neste momento de pandemia do coronavírus, é preciso ter um olhar técnico e a sensibilidade de, rapidamente, promover essa atualização para alinhar as ações.

As principais referências utilizadas foram os documentos oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Foi apresentado o atual cenário epidemiológico no âmbito nacional, estadual e regional das arboviroses; a importância do Plano de Contingência Estadual como norteador das ações e o papel de cada eixo (Assistência, Vigilância, Controle Vetorial e Mobilização Social) nas quatro fases do plano 0, 1, 2 e 3, reforçando sobre a importância da atualização dos Planos de Contingências Municipais permanentemente; atribuições da Assistência Farmacêutica no contexto das Arboviroses; a Vigilância Laboratorial e os cuidados necessários que deverão ser seguidos pelas equipes municipais para a coleta, acondicionamento e transporte das amostras; e por fim orientações gerais, tais como principais cuidados e restrições do programa frente à pandemia gerada pela Covid-19.

A coordenadora da Vigilância em Saúde da Regional, Diane Menezes, destaca que “a realidade de trabalho nos municípios durante as situações de epidemia, como temos vivenciado com a Covid-19, tornam as rotinas dos serviços direcionadas para a contenção da situação de emergência, mas, que os demais agravos também precisam ser frequentemente monitorados, reavaliados e planejados em conformidade com os fluxos, protocolos e notas técnicas vigentes”. Ainda, salienta que ‘’o cenário estadual já é caracterizado como uma alta incidência dos casos de dengue, conforme dados atuais do Ministério da Saúde, e que pontualmente, na nossa microrregião temos vivenciado um cenário de alerta e passível de adoção de medidas de contenção para os três agravos’’, concluiu Diane.

A referência técnica da Vigilância Ambiental da Regional, Luciana Veloso, concorda ao dizer que “de tempos em tempos é necessário um alinhamento nas ações de rotina de quaisquer programas, e com a vigilância das arboviroses não pode ser diferente, ainda que o cenário faça-nos voltar às atenções à pandemia, somos uma região endêmica para dengue e temos infestação confirmada do vetor em todos os municípios da microrregião”, disse a referência.

Giovana Gonçalves, coordenadora da Assistência Farmacêutica da Regional, informa aos presentes que foi realizada no início de 2020 a distribuição dos itens que compõem o Plano de Contingência Estadual das Arboviroses para todos os municípios da microrregião. Já a referência técnica em mobilização social da Regional, Lillian Morais Silva Tararam, chama a atenção para o caráter preventivo das ações de mobilização social realizadas pelos Municípios, bem como a necessidade de intensificação destas ações diante do cenário epidemiológico atual na microrregião. A referência pondera ainda que “é preciso inovar quanto às estratégias para realização das ações de mobilização social, diante da pandemia do coronavírus, em especial quanto à disseminação de informações sobre a prevenção, sintomas e fluxos de atendimento”. (GA)