Tribunais de Contas aponta obra inacabada em Montes Claros e Salinas

O Norte de Minas tem obras inacabadas na área de saúde, como o Hospital do Trauma, com 242 leitos, sendo 39 de UTIs e em Salinas, para lavanderia e central de esterilização que permitiria gerar mais leitos para atender os casos como da Pandemia do Coronavírus. O jornal Estado de Minas cita que os recursos de R$1 bilhão da União e do estado de Minas Gerais poderiam ter sido revertidos em 11 hospitais, dois centros de saúde e três estruturas de suporte a unidades hospitalares capazes de reforçar os mineiros contra a pandemia da COVID-19. São unidades identificadas em levantamentos dos tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE), que tiveram obras paralisadas ou atrasadas, algumas de 2010, outras deste ano, e que seriam capazes de fornecer ao menos mais 2.030 leitos a pacientes.

Desses, 309 acomodações de terapia intensiva para os infectados pelo novo coronavírus em estado mais crítico. Só os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de Centros de Terapia Intensiva (CTI) previstos representariam reforço de 11% na oferta de 2.795 atuais de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas. Parte dessas instalações foi ofertada pelo governo do estado em parcerias com a iniciativa privada, podendo resgatar um investimento que desfalca pacientes mineiros. Levando-se em conta que os demais leitos podem ser adaptados, os 2.030 contidos em obras paralisadas ou atrasadas poderiam somar mais 73% da oferta atual, desafogando o acolhimento estadual. “São leitos que seriam muito bem-vindos. Mas quanto a isso não há dúvidas. Mesmo os leitos comuns não são muito problemáticos de ser isolados para servir aos doentes com a COVID-19. O principal seria treinar os funcionários. Isso é mais decisivo do que a própria arquitetura da unidade de saúde”, observa o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, o médico Estevão Urbano Silva. O principal para se adaptar os leitos comuns para que recebam os pacientes infectados pelo novo coronavírus, segundo Estevão Urbano Silva, seria providenciar condições de higienização ao pessoal do atendimento e aos pacientes. “Os leitos precisam ter espaçamento mínimo de 1,5 metro a 2m entre uma cama e outra, sendo prioridade os apartamentos de um único leito. Mas o principal é prover muita condição de higienização das mãos, com pias e álcool em gel. A ventilação dos quartos é importante, com janelas abertas que diminuem a dispersão dos vírus”, observa.