Autistas esbarram nas dificuldades das políticas públicas

Lorena Maria Marques e Monica Fernandes

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi comemorado no sábado (14) em Montes Claros, organizado pelo Movimento Autista do Brasil (MOAB) e pela Clinica Desenvolva-Se, no auditório da Escola Normal, com palestras de especialistas.

A psicóloga Lorena Maria Marques explica que o objetivo, ao fazer esse evento com quatro palestras, foi de conscientizar a população sobre o autismo e com foco de que somente é possível entender o caso, se tiver conhecimento. Porém, Natalia Rafaele Santos Rego, mãe de Benicio, de seis anos, que tem autismo, lamenta que as políticas públicas nessa área deixem a desejar. Segundo Natalia, seu filho fez todo tratamento particular, onde Montes Claros se destaca.

A cidade de Montes Claros tem aproximadamente 300 crianças matriculadas na rede pública municipal e mais outros 200 na rede estadual. O mais grave é que até agora o Estado não indicou os professores para atenderem aos autistas.

Lorena Maria Marques afirma que esse evento realizado em Montes Claros teve como foco os pais de crianças com autismo, além de professores e acadêmicos de vários cursos. A fonoaudióloga Monica Fernandes lembra que o Brasil tem dois milhões de pessoas com autismo, enquanto no mundo são 70 milhões de pessoas. No caso de Montes Claros, ela afirma não existirem estatísticas oficiais sobre o assunto.

Montes Claros está bem estruturada para atender as pessoas com autismo, segundo avaliação de Natalia Rafaele Rego, mãe do Benicio, de seis anos. Ela afirma que existem profissionais especializados na área, como psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e até mesmo escolas, mas todos da rede particular. Natalia nunca precisou usar o serviço público, mas afirma que mães reclamam da dificuldade e demora em se chegar a um diagnóstico.

Natalia Rafaele com o filho Benicio