Governo sensibiliza população para importância do diagnóstico e tratamento das hepatites virais

 

Celebrado no próximo domingo (28), o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais convida a sociedade a se informar sobre a importância do diagnóstico e tratamento adequado para cada um dos diferentes tipos da doença. Afinal, em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas que não apresentam sintomas ou, quando estes aparecem, surgem num estágio avançado da doença, o que reforça a necessidade dos exames de rotina.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Contudo, também existem os vírus D e E, sendo este último mais frequente na África e na Ásia. Entre os principais sintomas dos diferentes tipos da doença estão febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo, náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura (cor de café), olhos e pele amarelados, além de fezes esbranquiçadas.

Entretanto, quando os primeiros sintomas surgem, a doença já está num estágio mais avançado, o que reforça a necessidade dos exames que fazem o diagnóstico. Além disso, todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

Conforme explica a coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mayara Marques de Almeida, a evolução das hepatites varia conforme o tipo do vírus. “Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite, não possuindo potencial para formas crônicas. Isso significa que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus do organismo. Já as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses”, explica.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico precoce das hepatites é um dos principais determinantes para evitar a transmissão, progressão da doença e suas consequências. O teste rápido fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma forma simples e acessível de diagnosticar a doença, sendo feito por meio de punção digital.

O resultado fica pronto em cerca de 20 minutos, é seguro, sigiloso e não há a necessidade de estrutura laboratorial para sua realização, sendo, portanto, realizado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros serviços. Além do teste rápido, outros exames para diagnóstico e acompanhamento das hepatites virais estão disponíveis em toda a rede do SUS.

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectam as hepatites, basta observar se o indivíduo já se expôs a uma das seguintes situações: realizou transfusão de sangue antes de 1993; fez cirurgia de grande porte antes de 1993 (incluindo cesária); usa piercing ou tem tatuagem; utiliza ou já utilizou drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas; utiliza ou já utilizou anabolizantes ou outros produtos injetáveis para atividade física; teve mais de dois parceiros sexuais no último ano.

 

Vacinação

                                                        

Atualmente, o calendário nacional de vacinação preconiza a imunização contra hepatite A pelo SUS, com uma dose única aplicada em crianças com 15 meses. Em 2018, a cobertura vacinal contra hepatite A era de 90,42%.

A hepatite B também pode ser prevenida por meio da vacinação, disponível a toda a população por meio do SUS, independente da faixa etária ou condições de vulnerabilidade. Recém-nascidos devem receber a primeira dose nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, em até 30 dias de vida.

Já a continuidade do esquema vacinal será garantida com a aplicação da vacina Pentavalente (que protege contra hepatite B, difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae) em três doses, com intervalo de 60 dias entre as doses.

Para indivíduos a partir dos cinco anos de idade e sem comprovação vacinal, administra-se três doses da vacina hepatite B, com intervalo de um mês (30 dias) entre a primeira e a segunda dose e de seis meses (180 dias) entre a primeira e a terceira dose. A imunização só é efetiva quando se administra as três doses.

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada contra hepatite B em Minas Gerais é de 56,1%, sendo 95% a meta preconizada pelo Ministério da Saúde. A faixa etária de maiores de 30 anos de idade apresenta a maior população de não vacinados. (Agência Minas)