Moc compra medicamento indicado por Oxford para tratar a Covid-19

o medicamento

A Secretaria Municipal de Saúde abriu licitação para a compra dos medicamentos Dexametasona, Colecalciferol e Ivermectina, que estão sendo apontados como alternativa na prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus. A Dexametasona foi apontada pelos pesquisadores da Universidade de Oxford, com bons resultados. É um medicamento barato que já é usado em tratamentos de doenças inflamatórias e respiratórias. A Ivermectina já é usada em alta escala para essa finalidade. O Colecalciferol é para reposição da Vitamina D e também foi usado contra o Covid-19.

Através do Pregão Eletrônico 174/2020, a Prefeitura informa que na forma da Lei nº. 13.979 de 2020 que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, para registro de preços para futura e eventual aquisição de medicamentos Dexametasona, Colecalciferol e Ivermectina, com a proposta devendo ser encaminhada até o dia 7 de agosto de 2020. 

A Dexametasona é a base do estudo da Universidade de Oxford e se constitui em um medicamento corticosteroide usado no tratamento de diversas doenças, entre as quais reumatismo, várias doenças da peles, alergias graves, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, crupe, edema cerebral, dor ocular pós-cirúrgica e, em combinação com antibióticos para o tratamento de tuberculose. O Colecalciferol, também denominado vitamina D, é um tipo de vitamina D produzido pela pele quando exposta ao sol, estando também presente em alguns alimentos e disponível como suplemento alimentar. Porém, o seu uso na prevenção ao Covid-19 não foi confirmado por pesquisadores.

A Ivermectina é um medicamento utilizado para tratamento da escabiose, ou sarna humana, está desaparecendo das prateleiras das farmácias. Apesar de não ter sua eficácia comprovada contra o coronavírus, muitas pessoas têm utilizado o remédio para prevenção ou tratamento da doença. Para Regina Casz Schechtman, coordenadora do Departamento de Micologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a ausência do medicamento nas farmácias pode contribuir para a transmissão da escabiose. A doença é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, provoca lesões com coceira intensa e é transmitida por contato íntimo ou por meio de materiais como lençol e estofados. (GA)