Montes Claros inicia 1 mil cirurgias eletivas; são 4 mil pessoas na fila

Um grupo de mil pacientes do Sistema Único de Saúde que estavam com a cirurgia eletiva agendada para o mês de abril desse ano começarão dentro de alguns dias a fazer o tratamento, pois a Autorização de Internação Hospitalar estava pronta e acabou sendo adiada por causa da pandemia coronavírus. A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros anunciou através do vereador Aldair Fagundes que decidiu retomar as cirurgias eletivas, depois que o Estado autorizou e por isso, além dessas 1.000 cirurgias, existem outras 4.000 pessoas aguardando o agendamento. O curioso é que um levantamento do início do ano mostravam 30.006 cirurgias eletivas represadas em Montes Claros, de pacientes de todo o Norte de Minas.

Ontem, na Câmara Municipal o vereador e médico João Paulo Bispo abriu a discussão, quando pediu que Montes Claros se antecipasse ao Estado e começasse a fazer as cirurgias eletivas, tendo que em vista que a Secretaria de Saúde de Minas Gerais anunciou na sexta-feira passada a retomada gradual dessas cirurgias. João Paulo, que é diretor do Hospital Municipal de Januária, explica que naquele município as cirurgias eletivas foram reiniciadas desde segunda-feira. Ele lembrou que os R$ 140 milhões existentes no Fundo Municipal de Saúde de Montes Claros dá para fazer 70 mil cirurgias eletivas. Ele denunciou que os pacientes estão buscando o serviço particular para fazer a cirurgia e a procura fez dobrar o valor do tratamento particular.

O vereador Idelfonso Araújo, que é servidor da saúde, denunciou que os pacientes que precisam fazer uma cirurgia eletiva de vesícula estão sendo obrigados a pagar, em média, R$ 11 mil na rede particular e por isso, a importância de retomada das cirurgias eletivas pelo SUS. O vereador Ildeu Maia alertou que tem gente morrendo, enquanto a Prefeitura está com R$ 140 milhões em caixa, deixando o povo sem atendimento. Coube ao vereador Aldair Fagundes trazer a noticia de que serão realizadas de imediato as 1.000 cirurgias, de quem já tinha a AIHs e ainda mais 4.000 pacientes que estão na fila de espera.