Norte de Minas recebe mais de R$ 239,3 milhões para Covid-19

com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da
Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros,
Agna Soares da Silva Menezes

O Norte de Minas recebeu dos governos estadual e federal mais de R$ 239,3 milhões para as ações de enfrentamento ao Covid-19, conforme dados apresentados na manhã de ontem (23) pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes durante a XVI Semana de Economia promovida pela Universidade Estadual de Montes Claros. Os recursos foram e continuam sendo investidos em atendimentos da população em Centros Covid-19; manutenção de barreiras sanitárias; contratação e qualificação de profissionais de saúde; monitoramento da pandemia; compra de insumos e equipamentos; adequação da estrutura física de estabelecimentos de saúde; ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) e assistência farmacêutica.

Quanto ao enfrentamento à pandemia da Covid-19, Agna Menezes salientou que por meio do SUS os 86 municípios foram atendidos e a região ampliou para 253 o número de leitos de UTI e para 1.408 os leitos clínicos. Atualmente a taxa de ocupação de leitos de UTI no Norte de Minas por pessoas acometidas pela Covid-19 está em 15,32%. Ainda durante a palestra Agna Menezes apresentou dados sobre o impacto da pandemia da Covid-19 no sistema de saúde do Norte de Minas. Ao todo a região já notificou 15 mil 078 casos da doença e 263 óbitos. A coordenadora explicou que 63% das mortes notificadas têm como vítimas homens. Por outro lado, 77,19% dos óbitos acometeram em pessoas com mais de 60 anos, das quais 72% já possuíam outras morbidades.

Atualmente 1.208 pacientes com Covid-19 estão sendo acompanhados por equipes de saúde do Norte de Minas e 13.607 pessoas foram recuperadas da doença. Entre a rede pública e particular de saúde já foram realizados na região mais de 36,8 mil exames para detecção da Covid-19. A “Pandemia Covid-19 no contexto da atual gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) no Norte de Minas Gerais” foi o tema de palestra proferida nesta quarta-feira. Nesta quarta-feira o foco das discussões foi centrado no “Papel da Saúde no Contexto Atual”, oportunidade que além da participação da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abordaram questões relativas à economia da saúde como campo de atuação para economistas, além das perspectivas da saúde e o desenvolvimento.

Durante a palestra Agna Menezes ressaltou a importância que o SUS representa nos últimos 30 anos para a população brasileira e, sobretudo neste ano, em relação ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. “Além da universalização dos atendimentos e atuação nas mais diferentes frentes de acolhimento das demandas de saúde da população”, a coordenadora de vigilância epidemiológica da SRS de Montes Claros destacou que “entre outras ações o SUS é que assegura a todos os segmentos da sociedade o acesso a tratamentos de baixa, média e de alta complexidade. Isso contempla desde a disponibilização de vacinas, assistência farmacêutica, consultas e realização de exames até a realização de transplantes e outros tratamentos de saúde mais complexos”.

 

 

 

 

Economista alerta sobre custo reduzido da prevenção

 

o economista Lourival Batista de Oliveira Junior, dos
Conselhos Estadual e Federal de Economia

 

O economista Lourival Batista de Oliveira Junior, dos Conselhos Estadual e Federal de Economia mostrou na noite de terça-feira (22) que é mais barato prevenir a doença do que trata-la depois e por isso, defendeu o Serviço Único de Saúde e enfatizou a necessidade de priorizar as ações preventivas, pois é mais barato e preserva a vida e a qualidade de vida. Ele é professor e pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde coordena a “Residência em Saúde”, com ênfase em gestão hospitalar e está estimulando o Norte de Minas a criar projeto similar. Lourival Batista participou da Semana da Economia do Norte de Minas, pela via remota.

Na sua fala, o pesquisador observou que os recursos de saúde são poucos e insuficientes e por isso o uso racional é fundamental para garantir atendimento e a qualidade de assistência à saúde. Sobre a atuação do economista e outros profissionais de gestão de saúde, Lourival Batista acrescentou que o campo é amplo e crescente e a saúde deve ser vista em perspectiva multidisciplinar e o adequado gerenciamento é fundamental. Ele lembrou que a análise de dados, o uso de Big Data e outros dados é necessária não apenas na questão orçamentária, mas no próprio entendimento da dinâmica da saúde, doença e as estratégias de enfrentamento.

O pesquisador mostrou que o uso de modernas ferramentas da demografia e dados são um campo que ganha relevância e onde o economista é bem preparado. A Semana de Economia continua até o final do mês. Na sexta será aprofundada a proposta de criação da Residência em Economia e Gestão da Saúde, por iniciativa do Departamento de Economia, quando a professora Ivanilde Pereira Santos apresentará a proposta básica. (GA)