SES-MG atualiza profissionais do NM na aplicação da vacina BCG em crianças

Nessa segunda-feira, 16, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) iniciou em Montes Claros a realização de curso de atualização de profissionais na aplicação da vacina BCG em recém-nascidos. Com aulas teóricas, o curso que está sendo ministrado pela coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde de Pirapora, Flávia Rocha, conta com a participação de profissionais que atuam nas maternidades que, anualmente, realizam maior número de partos: Montes Claros, Porteirinha, Coração de Jesus, Espinosa e Rio Pardo de Minas. Nesta Terça e quarta-feira, 17 e 18, o curso terá continuidade com a realização de aulas práticas na maternidade da Santa Casa de Montes Claros.

A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros - (SRS), Agna Soares da Silva Menezes, avalia que: “a realização do curso traz impacto positivo na rede de assistência à saúde, uma vez que além de prevenir casos de tuberculose em crianças, reduz a possibilidade de reações adversas por erro de técnica de aplicação”.

A VACINA | A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde – (SUS). Ela deve ser aplicada nas crianças ao nascer, nas maternidades, ou na primeira visita da criança a um serviço de saúde, o mais precocemente possível. A vacina também está disponível na rotina dos serviços para crianças menores de cinco anos de idade. A vacina, que necessita de apenas uma dose, protege as crianças das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium bovis ou pelo Bacilo de Koch. Ela ataca mais comumente os pulmões, mas pode também causar infecções nos ossos, rins e meninges (as membranas que envolvem o cérebro).

A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa. Portanto, aglomerações são o principal fator de transmissão da doença. O doente expele pequenas gotas de saliva ao falar, espirrar ou tossir. Elas contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo. Qualquer fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da tuberculose.

A doença causa tosse seca, emagrecimento, fraqueza, falta de apetite e, em casos mais graves, pode levar à eliminação de sangue pela tosse. O tratamento é demorado, levando cerca de seis meses.