200 QUILOS DE DROGAS | Justiça condena presos na operação Vaccari, da PC

Operação foi deflagrada em fevereiro do ano passado

Um dos criminosos foi condenado a mais de 17 anos de cadeia; demais penas são de 8 e 11 anos de prisão

Os quatro marginais presos em fevereiro do ano passado, durante a operação Vaccari, deflagrada pela Delegacia Especializada Antidrogas, da Polícia Civil (PC) de Montes Claros, foram condenados pela Justiça. A sentença, divulgada apenas nessa terça-feira (15), foi proferida pela 1ª Instância da Justiça Criminal no final do mês de abril passado.

Segundo a Polícia Civil, os condenados são Tarsísio Alves de Souza e Marcus Vinícius Alves Mesquita, Rudson Fernandes Mendes e Paulo Guilherme Santos Araújo. Os quatro foram condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Além disso, Rudson e Paulo foram condenados também por porte de munição de uso restrito. Tarsísio, por sua vez, foi também condenado por lavagem de dinheiro por nove vezes.

“A decisão judicial indicou ainda o perdimento dos veículos apreendidos em favor da União, muitos dos quais já tiveram sua utilização deferida nos autos, sendo depositados judicialmente para uso nas atividades de segurança pública e atualmente integram a frota de veículos da Polícia Civil de Minas Gerais”, explicou a PC em nota.

Somadas, as penas são de 11 anos de cadeia para Rudson Fernandes e Paulo Guilherme; oito anos de prisão para Marcus Vinícius; e 17 anos, três meses e 20 dias de reclusão para Tarsísio Alves.

VACCARI | Os criminosos foram presos na madrugada de 17/2, com aproximadamente 200 quilos de drogas, na comunidade de Campos Elísios, zona rural de Montes Claros. Segundo a polícia, eles compravam drogas no Paraguai para revender em cidades do Norte de Minas e também da região metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações começaram em agosto de 2016, com o monitoramento do chefe da quadrilha, depois de ele sair da cadeia também, onde cumpria pena também por tráfico de drogas. A propriedade rural onde as drogas foram encontradas seria uma espécie de laboratório para fracionar maconha e refinar cocaína.

Com os marginais, na operação, policiais civis apreenderam sete carros de luxo, que estavam em garagens de revenda de veículos usados, além de outros dois carros e até um jet ski – patrimônio avaliado em mais de R$1,5 milhão.

“Isso representa precedente importante na apuração e repressão de crimes relacionados ao tráfico de drogas, se tornando a primeira condenação referente aos crimes da Lei 9.613/98 (Lavagem de Valores), cuja investigação foi iniciada pela Delegacia Especializada Antidrogas”, comemorou a PC.

Bens apreendidos com os criminosos foram avaliados em mais de R$1,5 mi