Governo esclarece sobre direitos das mulheres e ajuda a prevenir violência doméstica

Ato unificado foi realizado em defesa dos direitos das mulheres

Prevenção às drogas e uso indevido de álcool também estiveram na ação de alerta

 

No mês Internacional da Mulher, uma ação da área de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) busca ser orientação e caminho para mulheres que sofrem algum tipo de violência.

Cerca de 50 técnicos do Programa Mediação de Conflitos têm realizado trabalho tentando esclarecer como o programa pode contribuir em uma rotina conflituosa.

Atualmente, cerca de 70% dos mais de 11.800 atendimentos do Mediação em Minas Gerais são de mulheres que buscam, na maioria das vezes, orientação para resolução de um conflito oriundo de violência doméstica, orientação de acesso a direitos para reconhecimento de paternidade ou em um processo de separação.

Por isso, conhecer o programa, onde ele pode ser encontrado e como fazer para obter ajuda, pode ser a luz no fim do túnel para muitas mulheres abordadas pela equipe da Prevenção da Sesp nesta tarde.

Dados do Diagnóstico de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, divulgado pela Polícia Civil e Observatório de Segurança Pública Cidadã da Sesp, mostram que 67% dos agressores, em 2017, em Minas, são cônjuges, ex-cônjuges e companheiros das vítimas. Portanto, em um contexto onde a violência acontece dentro de casa e a prevenção surge como melhor caminho, o Programa Mediação de Conflitos é uma importante ferramenta do Governo de Minas Gerais.

Mayara Silva, de 17 anos, já passou pelos atendimentos do Mediação. Hoje, contribui com as abordagens, ajudando mulheres a resolver problemas que um dia também foram seus. Ela conta que sempre era ofendida pelo tamanho das roupas que usava no bairro e que isso lhe causou alguns traumas. Por meio do atendimento do Mediação, instalado no Centro de Prevenção onde mora, recebeu atendimento psicológico e foi orientada a fazer a denúncia formal na Polícia Civil.

A subsecretária de Prevenção à Criminalidade da Sesp, Andreza Gomes, esteve presente na ação e reafirmou a importância de ações de alerta e esclarecimento, como o realizado durante essa semana.

“O evento é um ato unificado em defesa dos direitos das mulheres e que une diversas instituições que trabalham com serviços para mulheres vítimas de violências. Dessa forma, o ato unificado busca divulgar o Programa Mediação de Conflitos e os serviços que são ofertados a essas mulheres para auxilia-las no rompimento nesse ciclo de violência”.

Zélia Santos, 43 anos, foi uma das abordadas pela equipe. Ela diz que não conhecia o programa e ficou muito satisfeita em saber da existência deste tipo de apoio. "Já passei por algumas dificuldades na vida e sei o quanto é importante ter um suporte quando nos sentimos perdidas”.

De forma integrada, a Subsecretaria de Políticas Sobre Drogas da Sesp também realizou a abordagem de mulheres para falar sobre prevenção ao uso indevido de álcool e drogas e sobre os serviços oferecidos pelo Estado para suporte a quem sofre com as consequências desse tipo de problema.

Mais de dez técnicos participaram da ação e destacaram para “elas” a existência da porta de entrada de atendimentos de quem tem problemas com drogas em Minas – o Centro de Referência em Álcool e Droga (Cread).

Coordenado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o Cread oferece ajuda e orientação de psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros para dependentes e seus familiares. O cidadão é convidado a participar de grupos de mútua ajuda e pode até mesmo conseguir a indicação para uma internação a partir deste contato.

A superintendente de Integração de Políticas sobre Drogas, Cláudia Leite, esteve presente nas abordagens destacando como as drogas têm consequências prejudiciais para as mulheres em duas pontas: a do consumo e a do tráfico.

“Dados divulgados pelo Ministério da Justiça em 2017 mostram que a população carcerária feminina cresceu quase 700% no Brasil, em 16 anos. Do total de mulheres presas, 60% estão encarceradas por crimes relacionados ao tráfico de drogas”.

Além da divulgação do Programa Mediação de Conflitos, a Prevenção à Criminalidade promoveu uma mini palestra de mulheres de comunidades onde o Mediação de Conflitos atua com a temática “Fala mulher e Periferia”.

Para encerrar as atividades, o público presente na Praça Sete participou de um “aulão” de funk com oficineiros e jovens do 'Programa Fica Vivo!'. (Agência Minas