O coração impuro e o amor são como o mel mais doce que azeda um recipiente sujo

Amar na atualidade é uma palavra que seu significado tem se tornado cada vez mais diverso do original. Algumas pessoas têm simplificado e superficializado erroneamente tal sentido. Percebemos então que a conotação do amor tem sido apresentada apenas como sinônimo de relacionamentos rasos, com palavras vazias, atitudes mesquinhas até de violência em sentido físico, emocional e psicológico. Há pessoas que dizem que amam, mas são grosseiras umas com as outras. Há pessoas que dizem que amam, mas violentam as outras e até pedem desculpas descaradamente após cometer atrocidades. Existe ainda quem permaneça inerte na presença da convivência com o outro e pensa que sabe amar. Para ela amar é simplesmente estar ao lado da outra pessoa, mas sem expressar empatia, carinho, ternura ou compaixão. Aquela propaga um sentimento vago, vazio, sem sentido, todavia há quem diga que ama agindo assim. O sentido do amor é muito mais profundo. O grande filósofo e matemático grego, Pitágoras, nos instrui que é preciso “purificar o coração antes de permitir que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo”.

Por assim compreender, temos que para Gary Chapman, autor da obra, “As cinco linguagens do amor”, esse sentimento pode ser expresso em cinco maneiras que nos auxiliam a lidar melhor em relação ao que cada um compreende sobre o significado do amor. Para Chapman o toque físico é uma das formas de cuidar do outro. Ao que nos parece, o beijo, o abraço, um aperto de mão pode expressar uma consideração diferenciada junto à pessoa amada. Por adiante temos que uma palavra de afirmação é igualmente mais uma forma de amar o outro, isto é, na expressão de sentimentos através da palavra, um elogio, um voto de confiança. Quando dizemos “eu te amo” a alguém é clarificado o sentimento que devotamos ao outro. Por conseguinte a terceira forma de amar é o “tempo de qualidade”. Quantas vezes no dia a dia estamos dispostos a parar nossas atividades e voltar-nos apenas a atenção para aquela pessoa a qual amamos? E nesse tempo junto a ela saber ouvi-la, saber falar e direcionar a palavra com entonação adequada. Adiante temos que “atos de serviço” é a quarta linguagem do amor. Pode ser que a pessoa a qual amamos goste que você preste favores simples a ela, como: lavar uma louça, preparar um suco para ela depois de um dia de serviço e de calor.

E por último temos também a linguagem de amar dita por Chapmam como “dar presentes”. Há pessoas que verdadeiramente amam receber presentes. Mas o que dizemos aqui não é valorizar o outro pelo presente material, todavia pela lembrança, carinho e atenção transferida ao amado ou amada, o que faz com que a pessoa se sinta bem cuidada e querida. Cabe a partir daqui cada um de nós buscarmos interpretar qual a forma de amor que predomina na convivência com a pessoa amada para que então possamos fazê-la se sentir como tal, ou seja, uma pessoa amada. Cremos que diante dessas linguagens apresentadas podemos refletir melhor, evitar conflitos na convivência e ainda assim promover verdadeiramente o amor em nossas vidas. E é nesse sentido que para Antoine de Saint-Exupéry, escritor francês, autor da obra “O pequeno príncipe” “o verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem”.

 

(*) 1º Tenente PM – Comandante da 145ª Cia/10º Batalhão PM