Presídio de Montes Claros tinha drogas dentro de réplicas de biscoitos

Os policiais penais do Presídio Regional de Montes Claros encontraram substâncias análogas à maconha dentro de réplicas bem elaboradas de biscoitos recheados de chocolate. A encomenda, enviada a um custodiado via Correios, tinha até mesmo cheiro de biscoitos, porque o remetente aplicou essência de canela na embalagem para tentar impedir as ações de segurança e fazer com que os policiais penais não abrissem o pacote.  A apreensão, mais uma vez, revela que o modus operandi para tentar burlar o sistema de segurança está cada vez mais sofisticado e criativo.

Como protocolo de segurança, todos os itens encaminhados aos internos passam por revista rigorosa. Neste caso, os policias penais abriram a embalagem e perceberam que, no lugar de biscoitos, havia réplicas quase perfeitas da iguaria, feitas de borracha e, no lugar do recheio, que supostamente deveria ser de chocolate, estavam escondidos os ilícitos. Foram apreendidos 40 tabletes da substância. Os materiais foram encaminhados para a delegacia da Policia Civil, responsável pela investigação criminal. O familiar, remetente do ilícito, tem a autorização de visitação suspensa por seis meses e, também, fica impedido de enviar outros pertences pelo mesmo período.

Segundo o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rodrigo Machado, é preciso executar a todo o momento a repressão ao crime, incluindo o tráfico ilícito de drogas. “Os nossos policiais penais trabalham em sintonia com os setores de Inteligência para compreender a dinâmica criminal e efetuar o trabalho preventivo e repressivo com êxito. As operações de revistas são rotineiras nas nossas unidades prisionais. O objetivo é sempre coibir ao máximo a entrada e a permanência de materiais ilícitos no interior dos estabelecimentos penais. Acredito que estamos conseguindo realizar um excelente trabalho. O fruto dessas apreensões significa resultado positivo de um trabalho bem sucedido", avalia Machado.

A Sejusp, por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, como medida de prevenção e controle da disseminação da covid-19 no ambiente prisional, suspendeu as visitas nas 194 unidades prisionais para diminuir a circulação de pessoas externas nos estabelecimentos penais. Os kits suplementares contendo alimentos, remédios entre outros itens, que antes da pandemia eram entregues pessoalmente, agora podem ser entregues apenas via postal para evitar a circulação de materiais contaminados. Destaca-se que esses itens continuam sendo fornecidos pelas unidades prisionais e recebidos, ainda, via Correios. Todos os kits enviados por meio postal são inspecionados, por questões de segurança, e estando em conformidade com a legislação, são entregues aos presos.

Os biscoitos com drogas