Suspeito usaria cargo público para ‘lavar’ atividade ilícita

Drogas, um celular de procedência duvidosa e uma balança de precisão,
parte do material apreendido na operação

De acordo com a Polícia Civil, no período de um ano e meio das investigações o ‘gerente’ do esquema desmontado com a operação Obstáculo, de 41 anos, chegou a ser preso duas vezes em flagrante. A primeira foi em setembro de 2016, quando estava com 57 papelotes de cocaína; e a segunda em fevereiro desse ano, quando foi pego portando 19 porções da mesma droga. O suspeito, segundo a polícia, praticava ‘tele-pó’, entregando porções de cocaína a domicílio nos bairros Sumaré, Santa Rita, São Judas e adjacências.

FRAUDE | Segundo as investigações, o ‘gerente’ vai responder ainda por fraude processual. Ele é suspeito de contratar um professor de Montes Claros para participar, em seu nome, de um concurso da Prefeitura de Montes Claros, concorrendo a uma vaga de motorista, em abril de 2016. Chama a atenção o fato, segundo a polícia, de o suspeito ter pagado o ‘serviço’ com porções de cocaína e parte em dinheiro.

“Consta que [o suspeito] teria sido aprovado no referido certame dentro do limite de vagas para o cargo de motorista, em quinto lugar”, explicou o delegado. A suspeita dos investigadores é que ele usaria a remuneração lícita do cargo para lavar os lucros da venda de cocaína. Além disso, existe a suspeita de que ele pretendia utilizar veículos oficiais, sob qualquer suspeita, para transportar drogas. Na tarde dessa terça-feira (10) a Gazeta tentou contato com a assessoria da Prefeitura, porém sem sucesso.

Ainda segundo a Polícia Civil, o ‘gerente’ cumpria pena pelo flagrante de tráfico de drogas feito em fevereiro desse ano e havia sido liberado para cumprir prisão domiciliar na última quinta-feira (5). Três dias depois (8/10) ele foi novamente capturado por policiais da DEA. (JM)

Todos os envolvidos foram levados para o Presídio Regional de Montes Claros