VENDA DE COCAÍNA | ‘Chefão’ do tráfico há mais de 10 anos é preso

Até agora a polícia prendeu seis suspeitos, mas pode haver
mais envolvidos

Cinco comparsas dele também foram capturados na operação Obstáculo, da Polícia Civil

Seis homens que seriam integrantes de uma quadrilha que comercializa cocaína em Montes Claros foram presos durante a operação Obstáculo, deflagrada por policiais da Delegacia Especializada Antidrogas (DEA), da Polícia Civil. Os suspeitos, com idades entre 20 e 52 anos, foram capturados entre a última quinta-feira (5) e essa segunda-feira (9). O bando e os detalhes da operação foram apresentados em uma coletiva de imprensa, na manhã dessa terça-feira (10).

De acordo com o chefe da DEA, o delegado Herivelton Ruas, o líder da quadrilha já estaria envolvido no tráfico de drogas há mais de uma década. Em 2005 o suspeito foi preso pela Polícia Federal, também por envolvimento com o tráfico de drogas, e saiu da cadeia em 2008. Desde então, segundo as investigações, que duraram 18 meses, ele estaria chefiando um dos principais esquemas de venda de cocaína em Montes Claros.

O suspeito, de 52 anos, só conseguiu ficar tanto tempo agindo no crime por conta da discrição. Segundo Ruas, ele não mantinha páginas em redes sociais e evitava até trocar mensagens por aplicativos de telefone celular. “Ele utiliza terceiros para adquirir e manusear as drogas e também não ostentava a riqueza”, explicou ainda o delegado. Além de tráfico de drogas, o ‘chefão’ já tem passagens criminais por lesão corporal e tentativa de assassinato.

Segundo as investigações, depois comprar a cocaína em São Paulo, de um fornecedor ainda não identificado, o líder do bando acionava seu subordinado direto: o ‘gerente’, de 41 anos. Como uma espécie de linha de produção, as drogas eram repassadas para outros quatro integrantes da quadrilha, que, por sua vez, redistribuíam para pequenos traficantes de drogas espalhados pela cidade. Os subordinados do ‘gerente’ já têm passagens criminais por assalto e ameaça, além de tráfico. Um deles, no entanto, não tinha passagens criminais até então.

Além das prisões temporárias, de 30 dias, na operação os policiais da DEA cumpriram mandados de busca e apreensão, que renderam a localização de R$7.400,00 em dinheiro e uma espingarda, em propriedades do ‘chefe’; e 80 papelotes de cocaína, nas casas do demais suspeitos.

OBSTÁCULO | O delegado detalha que o nome da operação, Obstáculo, faz referência às “ações de enfrentamento ao tráfico de drogas que vêm sendo realizadas pela Polícia Civil, impedindo e criando dificuldades ao envolvidos, protegendo a sociedade”.