Alterosa reclama das crateras nas suas ruas

A Avenida Mirtes Matos Gomes, que é a principal, está tomada
pelas crateras

O bairro Alterosa está sofrendo com as crateras em suas ruas, que estão as deixando intransitáveis e impedindo inclusive a chegada de ambulâncias e viaturas militares. O drama foi relatado pelos líderes comunitários Geraldo Eustáquio Ferreira Cardoso e Lúcia de Fátima Moreira Ribeiro, que esperam uma reação imediata do prefeito Humberto Souto, para patrolar as ruas e avenidas, em primeiro momento, e, depois, fazer o asfaltamento. O bairro Alterosa tem aproximadamente 3.000 moradores. O secretário municipal de Infraestrutura, Guilherme Guimarães, explica que pretende visitar o local e discutir a situação dessas ruas. Dentro de pouco tempo contará com sua Unidade Básica de Saúde e o CEMEI, obras que estão bem adiantadas.

A situação das ruas impressiona: os dois líderes comunitários citam o caso da Avenida Mirtes Matos Gomes, que corta todo bairro e deságua no Anel Rodoviário. O local está intransitável e eles chegam a ironizar: “é ideal para a prática de MotoCross e trail, pois os obstáculos são naturais”. A mesma situação de repete em outras ruas, como a Nova Esperança, Soledade, Concordia, J e M. O apelo deles é para assegurar o tráfego, passando uma patrol para acabar com as crateras. A situação incomodou tanto que o morador Marcos Antônio Rodrigues tomou a iniciativa de, por conta própria, tampar os buracos em frente a sua casa, ele que reside no bairro há nove anos e esbarra na dificuldade para sair de casa.

O líder Geraldo Eustáquio cita que outro problema do bairro é a barroca, que se inicia na rua Justiniano Novais e deságua no Córrego Bicano. O local precisa ser tapado, mas desde que se faça a drenagem, com a colocação de manilhas. Ele afirma que há 20 anos prometem essa obra, principalmente na época de política. A consequência é que a água destrói todas as ruas.

Outro sério problema enfrentado é a falta de uma associação dos moradores. Geraldo Eustáquio salienta que a entidade ficou inativa e, por isso, desmobilizou a população. A professora aposentada Lúcia de Fátima, protetora de animais, mora no bairro há cinco anos e utiliza um megafone para mobilizar os moradores. Afirma que além das ruas precárias, ainda vem o problema do transporte coletivo urbano, pois a linha 6607 teve de ser desativada por causa da precariedade da rua Mirtes Matos Gomes. O bairro tem apenas uma rua.

O líder comunitário Geraldo Eustáquio Ferreira fiscaliza os buracos